Capela Ultramarina

A Capela Ultramarina surgiu em 2000, por ocasião das comemorações pelos 500 anos do descobrimento do Brasil. Seu objetivo é buscar nossas raízes a partir da música feita na península ibérica e, especialmente em Portugal no período das grandes navegações. Observar os ecos desta música em nossas tradições, assim como identificar os pontos de contato musicais que ainda unem estes dois povos separados pelo Atlântico, também é uma das metas do grupo. Desde então, a Capela Ultramarina vem buscando mostrar em seus concertos a importância da língua portuguesa cantada como elemento preponderante na formação de uma identidade cultural brasileira.

Dirigida por Fábio Vianna Peres, a Capela Ultramarina reúne em seus concertos cantores e instrumentistas com ampla experiência no campo da interpretação histórica da música do passado.

Desde sua criação o grupo vem mantendo uma atividade constante no Estado de São Paulo. Em 2015  e 2016 a Capela Ultramarina, participou do Circuito Cultural SESI Música. Ainda em 2016, participou do Festival UFF de Música Antiga, apresentando-se no Teatro da UFF em Niterói – RJ e no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Prepara para 2017 a gravação do CD “A cantar uma Cantiga” com obras dos Cancioneiros Portugueses quinhentistas de Elvas (CME) e Paris (CMBP).


Concerto

Capela Ultramarina “a cantar uma cantiga”

Ao propor um concerto formado exclusivamente por obras do período da expansão marítima escritas em língua portuguesa, a Capela Ultramarina propõe uma reflexão sobre a formação da identidade cultural brasileira a partir de um de seus traços mais marcantes: o idioma. Para recriar este repertório, os integrantes do grupo – todos músicos com grande experiência no que se costuma chamar de interpretação historicamente informada – se servem de réplicas de instrumentos utilizados no período, como as guitarras de cinco ordens, a viola da gamba e vários tipos de flautas doces. Todas as composições são provenientes de dois dos quatro cancioneiros musicais de origem portuguesa localizados até o momento. Estes cancioneiros – pequenos cadernos manuscritos de autoria anônima, contendo música escrita geralmente a três vozes  – são nomeados a partir do local onde foram encontrados: Cancioneiro de Elvas (CME) e Cancioneiro de Paris (CMBP).

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